Coaching Pré-Gestação, Gravidez e Maternidade

  Após os 30 anos de idade as perguntas que não calam na mente feminina são: Dá para conciliar o sonho de construir uma família com uma carreira bem-sucedida? Até quando é possível adiar a maternidade? Toda mulher precisa ter filho para ser feliz? Essa é mais uma das decisões difíceis que precisa ser tomada […]

 

Após os 30 anos de idade as perguntas que não calam na mente feminina são: Dá para conciliar o sonho de construir uma família com uma carreira bem-sucedida? Até quando é possível adiar a maternidade? Toda mulher precisa ter filho para ser feliz? Essa é mais uma das decisões difíceis que precisa ser tomada na vida. A seguir cito alguns fatores a serem ponderados:

1)     Fertilidade: Ela começa a cair depois dos 30 anos e despenca após os 35. De acordo com a Clínica Mayo nos EUA, o seu pico ocorre entre 20 e 30 anos. Ela cai 20% depois dos 30, 50% depois dos 35 e 95% depois dos 40 anos. Enquanto 72% das mulheres de 28 anos ficam grávidas depois de tentar por um ano, somente 24% das mulheres de 38 anos o conseguem.

2)     Finanças: Em recente estudo, das economistas Susan Harkness e Jane Waldfogel, sobre diferenças salariais entre mulheres e homens, descobriu-se que mulheres de 30 anos sem filhos ganham 90% do salário dos homens e mulheres de 30 anos com filhos ganham somente 73%. Neste aspecto vale também comentar o custo dos tratamentos para fertilidade. Em clínicas particulares a inseminação artificial e a fertilização in vitro tem custos exorbitantes, sem contar com os medicamentos.

3)     Felicidade: Um crescente número de pesquisas mostra que as mulheres são mais felizes quando são capazes de ter tanto uma carreira quanto uma família, pois a atividade profissional fornece estímulo mental, recursos financeiros e autoconfiança.

4)     Trabalho: Segundo um estudo realizado na Universidade Chicago os sociólogos Qin Chen e Ye Luo, dizem que a felicidade das mães está substancialmente relacionada à quantidade de tempo que gastam no emprego, isto é, carreiras de meio período ou de horas reduzidas “maximizam” o bem estar maternal. Porém, nos dias de hoje isso é raro. Neste último caso, é preciso contar com a ajuda dos familiares, babás, faxineiras, etc sem “culpa” ou “vergonha”. Comento a questão da “culpa” ou “vergonha” porque ainda é comum que as mães se sintam assim em razão de acreditarem que são elas que deveriam dar conta sozinhas dos cuidados com a casa e filhos.

Portanto, decidir por ter ou não um filho; diminuir o ritmo na carreira ou se dedicar integralmente aos filhos; engravidar agora ou mais tarde; não são escolhas fáceis. Esse período é um momento de muitas dúvidas.

Por essa razão, participar de algumas sessões de terapia nessa fase da vida pode servir para esclarecer e ajustar todos os pontos envolvidos na situação do casal. De uma forma bem resumida, essas consultas são uma preparação psicológica e emocional do casal para receber o bebê.  Um ponto fundamental desse trabalho é que serve para evitar o máximo possível de mágoas ou stress que apareçam após o nascimento do bebê e fiquem acumuladas gerando ressentimentos futuros e minando a relação do casal. Cada vez mais estudos comprovam os altos índices de divórcio após o nascimento dos filhos.  Esse momento é naturalmente  de muitas expectativas  e que precisam ser gerenciadas para não abalar o casal e, principalmente, a qualidade da relação com os filhos e seus cuidados diários. O que é feito na terapia?

1) Antes da gestação, os assuntos trabalhados são: ambos querem ser pai e mãe?; se um não quer, é melhor separar?; criar um filho é um dom natural de toda mulher?; quais os motivos que levam cada um a querer engravidar?; como a gestação afetará o trabalho da mulher?; qual é a expectativa do homem em relação ao trabalho da mulher após o nascimento do bebê? quais são os medos atuais do homem?, etc.

2) Durante a gestação tardia: como lidar com o impacto psicológico dos tratamentos para infertilidade?; como lidar com os sentimentos de incapacidade, ansiedade, tristeza e vergonha no casal?; como gerenciar o estresse para não afetar as chances de fertilização?; etc.

3) Na gestação: o receio de ser pai e mãe, de não conseguir sustentar o filho,  de ter uma gestação ou parto difícil, as mudanças no corpo e no humor da mulher, as expectativas dos avós e familiares, o medo de perder o bebê, o medo do bebê ter alguma complicação grave, etc.

4) Após a gestação: as novas responsabilidades e tarefas de cada um, o medo de não amamentar, a depressão pós-parto, o retorno ao trabalho, a culpa de ficar longe do filho, o medo da escola ou babá não cuidar bem ou maltratar o filho, etc

Referência Bibliográfica

Hewlett, Sylvia Ann. “Maternidade Tardia:mulheres profissionais em busca de realização plena”. Tradução Grace Khawali – Osasco, SP: Novo Século Editora, 2008.

Viviane Sampaio. Psicóloga e Coach. Trabalha na Vila Mariana em Sao Paulo – SP. Whatsapp/celular.: (11) 9-9808-3718,   e-mail vs@vivianesampaio.com.br ou skype clinicavivianesampaio

 

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